Cloroquina

https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/polzonoff/chifre-nao-e-vacina-chico-buarque-tierry/

Hoje cedo li um artigo bem interessante. O link anexo remete ao Polzonoff, articulista da Gazeta do Povo. Sujeito interessante esse, que fala algo que nem tinha me tocado – ninguém, nem umzinho, desses “beautiful people” metido a artista, fez nada, ainda, pelo menos, sobre o momento dramático que estamos vivendo. Nenhuma Guernica, nem um “For whom the bells toll”, nem um Abaporu horroroso que seja. Nada. Bom, já que é possível fazer um abaporuzinho de M que seja, fiz o meu em forma de sonetinho cafona:

Soneto pra Cloroquina

Se cura, ainda não sabemos, se mata, ignoramos                                                                          Na frente da morte estamos, e então ressabiados                                                          Tomamos a tal pastilha, e mui piamente oramos                                                                           Até que por três quartãs tenhamos todos passado 

O que se prega e o que se faz são duas coisas distintas 
Boa pra curar malária, doença pra qual não ligo 
Joga-se conversa ao vento, renega-se a Cloroquina 
Tornando fraterno compadre no mais feroz inimigo  

Mas não só conversa se gasta; dinheiro bom, suado 
Transforma-se em intolerância, travestida de propina 
E seguimos todos o baile esperando por um milagre    

Ou talvez um bom remédio, talvez uma vacina 
Que nos remeta ao passado, de praia e de foguetório 
Onde a notícia, ao menos, não nos cheirava a velório                                                                             

É bonito, ou feio? É meu. Pelo menos cite a fonte quando curtir ou malhar… E vamos nós, esperando por um milagre, mesmo… E se me chamar de Buarque eu brigo!

4 comentários em “Cloroquina”

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