
Ontem, 10/09/2025, o ativista conservador, e conversador, Charlie Kirk, 31 anos de idade, casado, 2 filhos pequenos, fundador do Turning Point USA, foi morto por um atirador vestido de preto, do alto de um prédio na UVU – Utah Valley University. Charlie estava, como sempre, cercado de estudantes que o haviam convidado a debater ideias lá. Cercado sim – centenas de estudantes e outros convidados prontos para debater, em termos limpos, claros e sem pré-condições. Só debater.
Charlie deixa um legado de uma poderosa mensagem conservadora, cristã e patriótica. Provavelmente foi morto por isso mesmo: por deixar claras suas posições e sua fé.
Anteontem aqui na UFPR, no histórico prédio dessa universidade, dois “Charlies” brasileiros foram proibidos de debater suas ideias, convidados que foram por uma professora dessa instituição, por aproximadamente 500 “donos do poder acadêmico” que os agrediram e encurralaram. A polícia teve que intervir para evitar algo pior.
Em comum
O viés comum, no Brasil, nos EUA e em vários países do mundo, tem sido a forma de reprimir o discurso do outro: “um bom paredão, uma boa bala, uma boa cova”… nada de discutir; nada de comparar ideias e ver quem se sai melhor na realidade dos fatos. Nada de transigir. É o amor sufocante e ciumento de um viés ideológico que nega ao ser humano a liberdade de ser e pensar.
Em comum, além disso, o desapego à religião, em geral, e ao cristianismo, em particular. É notável como todos os meus amigos que se chegaram à ideologia de esquerda se afastaram, automaticamente, de sua fé. Parece que a fé esquerdista não admite concorrência com qualquer credo – exceto, claro, aqueles que não têm o grave defeito de mudar o ser humano de dentro pra fora, de mostrar que Deus é maior do que o ser humano, e que o esforço pessoal é mais importante do que qualquer “bolsa” governamental.
Em comum, enfim, a capacidade de falar de amor e igualdade, com um lado da boca, e com o outro segurar um cartucho reserva, para colocar na espingarda (real ou retórica) que atingirá o “oponente”.
Em vida
Em vida, Charlie foi uma pessoa que jamais desrespeitou um “oponente” em uma discussão, mas, leal e rigoroso, usava seu intelecto poderoso para debater com estudantes universitários. Ele mesmo um “drop-out” (nunca concluiu a faculdade), era ridicularizado por isso, por estudantes nos campi mais elitizados dos EUA. Regularmente seus argumentos destruíam as falácias aprendidas dos professores universitários que os estudantes repetem (aqui e lá) como papagaios, sem qualquer filtro: “fascistas”, “nazistas”, como se qualquer conservador cristão, amante da vida e da família, da propriedade privada e da meritocracia, fosse um Hitler ou Mussolini moderno.
Em vida, Charlie vivei o que pregava, deixando clara sua fé em Jesus Cristo, seu compromisso com seu país, com sua família e com a verdade, principalmente. Debatia sem medo, e com vigor intelectual. Debateu com repórteres e com políticos mal-intencionados, saindo-se vencedor em todos os debates, não apenas por sua eloquência, mas pela veracidade de seus argumentos.
Em vida, por fim, Charlie me representou. Se mais novo fosse e se metade do talento dele eu tivesse, talvez tivesse eu feito mais diferença neste mundo, tanto na propagação do Evangelho de Jesus como na proclamação do caráter sagrado de toda vida humana, da família e da pátria, nosso maravilhoso Brasil, hoje vítima de gangues e comandos.
Enfim…
Ao saber da morte de Charlie, numa tarde do dia que antecedeu a triste celebração da queda das Torres Gêmeas (e do meu 32o. aniversário de casamento), o infame/alegre 11 de Setembro, eu senti como se tivesse perdido um filho. Com apenas 31 anos de idade, Charlie poderia, biologicamente, ter sido meu filho e francamente me senti assim. Talvez por já ter perdido um, de fato, sinto uma dor terrível ao pensar nos pais dele, e na dor de ver uma vida sacrificada no altar do Baal moderno, o liberalismo social e cultural, que provoca à sociedade o ódio e o vende como amor; que prega a igualdade e entrega miséria; que jura amor e gera dependência.
Enfim, parece lugar-comum dizer que o legado de Charlie vai permanecer, e que ele vai inspirar toda uma geração de jovens conservadores, cristãos, a vocalizar suas crenças. Não se trata aqui, como dizem alguns, inclusive amigos e parentes, do fato de que a “direita” tenha cooptado a Igreja. Se trata do fato puro e simples que a Igreja sempre foi e sempre será conservadora, pois Jesus Cristo mesmo veio pregar uma revolução estranha, na qual se apanhava antes de bater, na qual nunca se iniciava conflitos, a despeito de se defender, que nunca hostilizava, mas incluía (de fato). Enfim, uma revolução que quer conservar valores “contra os quais não há lei” (Gálatas 5:23):
“Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei.
(Gálatas 5:22-23)
Não se traveste de conservador para dizer-se religioso. Há conservadores não religiosos, e até ateus, claro. Afinal, há pessoas que seguem princípios da Palavra de Deus sem sequer a conhecer, somente pela chamada “revelação natural”. No entanto, é impossível ter uma ideologia fortemente de esquerda sem deixar de lado os mesmos valores da Bíblia. E é por isso que, no médio e longo prazo, todos meus amigos antes cristãos, acabam por partir na direção do agnosticismo ou ateísmo.
Que Deus cuide da família do Charlie Kirk, e levante uma geração de Charlies, dispostos a debater, com inteligência, humor e amor, com qualquer um que queira saber o que e porque cremos.
