As duas únicas reformas para as quais o Governo precisa (mesmo) do Congresso

No fundo, no fundo, de importante, importantíssimo, o Governo só precisa mesmo do Congresso para a Reforma da Previdência, e para a Reforma do Sistema Judiciário, do Ministro Sérgio Moro. Se essas duas reformas forem aprovadas a contento, o governo destrava o que, no imaginário coletivo, está posto como o grande desafio. Uma vez tenhamos o orçamento em rota de melhoria e a possibilidade de consertar a onda de crimes, de colarinho branco, azul, preto ou qualquer outra cor – que assolaram o Brasil, o resto é gestão de dia a dia, em que, cumprindo a promessa de campanha, será a penas de diminuir Brasília na vida dos brasileiros…

Depois disso, o Congresso voltará a ser o que deveria ser sempre, como é na maior parte dos países – local de debates sobre a sociedade, caixa de ressonância dos interesses nacionais. Além disso, deve votar e limpar a pauta quase secular de coisas que estão paradas lá. Têm muito a fazer, sem ter que recorrer a toma-lá-dá-cá diário.

O Congresso brasileiro foi tomado de assalto pelas últimas administrações, e em troca, cobrou caro pelo “apoio” dado. Vivemos o resultado de todos esses últimos anos. Não se pode ignorar, contudo, que tudo o que aconteceu foi baseado na política de expansão dos gastos e da máquina pública. Foi necessário atropelar a autonomia legislativa e a grandeza que as Casas (Senado e Câmara) deveriam ter tido, para poder obter o que os governos populistas de esquerda obtiveram:

  • Estado Grande – em que concurso público passou a ser a grande vitória dos trabalhadores, e o emprego público a melhor coisa do mundo;
  • Déficits Crescentes – obviamente que havia um espaço, que já não há, para crescimento da relação dívida X PIB, escalada com a política expansionista do Estado Grande;
  • Governo Intervencionista – fúria de legislar sobre todos os aspectos da vida privada, de forma que chegamos na atual situação de sufoco burocrático que cobra um preço altíssimo sobre quem produz e trabalha.

O governo atual, pelo menos no discurso, sinaliza um movimento contrário – redução do estado, gradual e segura, redução da relação dívida X PIB, aumento da participação da iniciativa privada na vida nacional, redução do papel do estado como indutor de desenvolvimento, descomplicação de regras, retirada do estado de aspectos da vida privada, entre outros. Conte-se aí, ainda, a fala do Min. Guedes sobre não repor os funcionários que se aposentarão nos próximos anos, buscando eficiência através do Governo Digital. Nem posso dizer como isso é alegra, e como deveria alegrar cada cidadão. Sem um funcionário para ditar regras e exigir um carimbo a mais, uma firma a mais num papel a mais, e com a velocidade da luz a nosso favor, 24 horas por dia, certamente o governo fará mais por muito, muito menos!

Em síntese, essa nova etapa aparenta não necessitar tanto da anuência (“conluio” seria uma palavra melhor) quanto o período anterior. Isso pode ser visto na própria gestão de Michel Temer, quando, mesmo sem ter obtido sucesso na reforma da previdência, e debaixo de pancada do congresso e da população, tomando tiro da direita e da esquerda, e sem popularidade, conseguiu melhorar significativamente o ambiente de negócios. Na verdade não se pode negar a mudança na CLT, que deveria ser gloriosamente contata em prosa e verso, maior feito do governo anterior, “golpista”.

Se a tendência é de menos governo, mais discreto, deixando de dominar as manchetes de jornais, dando espaço para a vida privada prosperar, o Congresso, e logo após o judiciário, serão cada vez menos necessários no processo de governar o país. Simplifica-se a vida, tornando-a mais leve e menos dependente. Parabéns pra nós, cidadãos.

Vamos vendo, então, o porco que grita debaixo da faca do açougueiro, que vai tirar-lhe a vida irremediavelmente, mas que insiste em achar que manda no chiqueiro. Deus nos abençoe e que vejamos o fim do estado grande, intruso, promíscuo e ineficiente.

Patriotismo, bom senso, e nervosismo

https://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/8005605/maia-ameaca-deixar-articulacao-da-previdencia-apos-se-irritar-com-post-de-carlos-bolsonaro-

Rodrigo Maia parece ter perdido todo o senso de orientação nos últimos dias. Ataca Sérgio Moro, ataca a Lava Jato, ataca todo mundo. Se reúne com “Jumar Mentes”, despudoradamente, depois da prisão do seu sogrinho… enfim, perde a “liturgia do cargo”.

As razões não se atém ao sogro preso, obviamente. Parece a mim ser a atitude típica de quem está vendo seu Titanic particular pelo menos à deriva, senão já enterrado num iceberg. Me explico:

1 – Maia passa por cima do anseio popular gritante, e de certa forma sufocado pela mídia, que parece jogar contra, e dá um chega prá lá totalmente indelicado e desnecessário em Sérgio Moro, chamando-o, entre outras coisas, de “copista” e “lacaio” do presidente. Tudo isso, podemos inferir hoje, por conta da Lava Jato do Rio, que iria prender seu sogro, o “Angorá”, no dia seguinte;

2 – Maia passa por cima da ética e senso comum, ao almoçar, não republicanamente, com um ministro do STF, logo depois da prisão do sogro. Será difícil demonstrar à população que o cardápio do almoço não foi um HC “entre amigos” para tentar ver o que é possível fazer pelo pai da esposa. Aqui no Brasil, um ministro do Supremo sair pra almoçar com políticos, se tornou coisa comezinha. Quero ver demonstrar a mesma falta de segregação de funções, e apego à moral pública, em outros países, notadamente os integrantes da OECD;

3 – Maia, por fim, num ato de “dono do campinho e da bola”, diz deixar a articulação política da reforma da previdência, outro anseio da população, que cansou de ser vilipendiada pelas mordocas das corporações. Vai se colocar contra, agora, sem dúvida. Ou seja, esqueçam o país. Esqueçam a moral pública. Esqueçam inclusive nossos filhos, netos e gerações futuras. Importante mesmo é o sogro, e o “status quo” dos últimos anos.

Em suma, Maia sobe num palanque típico do PT, PSOL, etc. Esperar bom senso e patriotismo de um cara, desses é impossível. Aliás, esperar que alguém no congresso pense no país, antes que em si mesmo e seu bem estar (e próximas eleições, claro) é algo muito, muito difícil mesmo. Tragédia de um país sem heróis…

Mexer com heróis é fogo…

www.crusoe.com.br

Ontem o Nhonho (no apelido dado por José Simão) Rodrigo Maia resolveu bater no herói popular, chamado de “copista” (logo do Alexandre Moraes…) e criou um “grupo de trabalho” para analisar o Pacote Anticrime, desdenhando do trabalho do ministro. Maia entra em rota de colisão com uma parcela significativa da população, que apoiou o Ministro Moro quando ainda juiz, e que, junto com Deltan Dallagnol, Robson Pozzobon e outros, ainda está identificado na mente popular como os iniciadores do processo de limpeza que varreu o país nos últimos 5 anos, e que, direta ou indiretamente, foi responsável pelo “Fenômeno Bolsonaro”.

Nhonho já perdeu. Perdeu pessoalmente, perdeu politicamente, perdeu uma grande chance de não manchar a biografia com uma postura “pequena”, agressiva, típica de quem tem muito a temer.

Já Moro vai se fortalecendo no mesmo imaginário popular, como herói do renascimento do Brasil como nação. No futuro, creio que serão como nossos “Founding Fathers”, já que não os tivemos quando deveríamos, exceção preciosa de Dom Pedro II, mal reconhecido.

O resultado dessa ação burra, estapafúrdia, deveria ensinar ao Presidente e sua troupe que pode até ser prático ter um “pragmático” no comando da câmara (e do Senado) mas que consegue-se pouco com malas como essas no lugar onde estão, “ocupando a latrina”, ditando pauta, etc…

Em tempo – acabo de ver que o sogro do Nhonho foi preso pela Lava Jato do Rio. Moreira Franco e Temer presos agora cedo, dia 21/03/2019. Talvez isso explique a acidez do Maia contra Moro, sabendo (sempre ele sabe das coisas) com antecedência que o sogrão iria amargar uma cana, pequena ou grande, e atribuindo ao Moro e à Lava Jato o “crime” de mexer com os seus…

Razões para a Má Vontade?

A foto acima emociona a mim, como cristão. Não esperava que isso pudesse acontecer dentro da Casa Branca. Há pouco fiz outro post no qual me referia à má vontade do editorial do Estadão com este governo – coisa meio “de grátis” e sem comparação com a benevolência demonstrada com outros presidentes, de “domadores de marolinhas” a “estocadores de vento”, passando por aqueles que “tem que manter isso aí, viu?”…

Trata-se de um grupo sendo conduzido em oração por alguém (não identifico) claramente pedindo bênçãos de Deus sobre os trabalhos ali feitos. Claro que existe até gente se dizendo cristão fazendo as maiores barbaridades – vide a “oração da propina” de uns anos atrás, que tanto nos envergonhou em nossa fé. Mas não se pode deixar passar um evento dessa natureza. Trata-se de gente, católicos e evangélicos, unidos levando ao Senhor sua vontade de fazer o melhor para ambas as partes.

Bom, eu vou continuar um vigilante desse governo, pois o país já gastou sua quota de irresponsabilidade, deixando governantes “bonzinhos” roubarem à torto e a direito. Vou deixar claro minhas posições contrária sempre que tiver necessidade (um exemplo, não gosto da ministra Damares e suas posturas – acho meio caricatas. Não que a ache incapaz, mas acho que leva para o ministério uma postura de “Deus proverá”, que contraria a máxima de que devemos “orar como se tudo dependesse de Deus, e trabalhar como se tudo dependesse de nós”, num dito famoso. Tampouco gosto do chanceler Ernesto Araújo. Não por conta de sua fé ou de suas posições conservadoras, mas pelo seu deslumbramento pelo cargo a que foi alçado.

Eu não enxergo nos evangélicos ou católicos (praticantes) em geral uma postura de “fobia” de qualquer natureza. Vejo uma postura de aceitação do ser humano – com as exceções de praxe (normalmente partindo dos hipócritas de plantão) e uma tentativa de abraçar o diferente. Mas ao mesmo tempo vejo uma postura independente quanto a “aceitação” de uma conduta desviante. De minha parte, não se trata de odiar homos, héteros, trans, brancos, negros, amarelos, ou o que quer que seja, mas a possibilidade de discordar de ideias sem desamor pelo ser humano. Jesus Cristo nos deu o tom da conversa quando pode separar o ser humano Maria Madalena do pecado a ela atribuído. De separar o futuro líder dos discípulos, Pedro, do sujeito que o negou três vezes. Assim, vamos pela vida, uma maioria que parece minoria, escorraçada às vezes, tentando manter um estilo de vida sob constante ataque, sem se deixar “tomar a forma do mundo”, mas mostrando com amor e compaixão que é possível divergir sem se matar.

Editorial do Estadão – Imprensa merece, às vezes…

https://opiniao.estadao.com.br/noticias/notas-e-informacoes,tropecando-na-casa-branca,70002761531

O Estadão acha que dois presidentes de dois países com população combinada de mais de meio bilhão de pessoas tem “obrigação” de falar à imprensa o que esta quer ouvir. No editorial de hoje, o Estadão basicamente “exige” que Bolsonaro, no jardim das rosas da Casa Branca, “conte o segredo” do que pretende fazer para, juntamente com os EUA, tirar o ditador bolivariano, de sua cadeira decrépita. Bolsonaro respondeu que não iria responder, claramente – se não me falha a memória as palavras foram algo como “se eu contar o que eu vou fazer, dou munição ao adversário”…

Não satisfaz a imprensa. Um caso semelhante e muito mais simples,em 2008, gerou um comentário presidencial do tipo “já falei com o Bush… ó Bush, segura essa onda aí… no Brasil vai chegar uma ‘marolinha'”. Nem um pio da imprensa quanto à imbecilidade, inverdade e limitação técnica da resposta, de caráter meramente político. É um tratamento no mínimo dúbio.

Quando do apagão aéreo, um determinado presidente se reúne por 8 horas, em Congonhas, com um monte de diretores da Infraero, ministro da defesa, comandante da força aérea, uma pá de gente… o dito cujo sai da reunião e lhe espera um batalhão de repórteres, e a pergunta inevitável vem: “presidente, qual é o resultado da reunião?”. Ao que o mandatário, do alto da sua sapiência declara – “depois de muita conversa chegamos à conclusão de que ‘alguém precisa fazer alguma coisa'”… De novo, nem um pio de parte da imprensa – qualquer imprensa… Do alto de sua popularidade, o dito mandatário era deus… o “póprio”…

É preciso entender onde é que essa onda de má vontade vai parar. Não estou aqui para ter alinhamento imediato com o atual governo. Votei e torço pelo Partido Novo, mais da minha linha de pensamento, mas confesso que não tive nenhum prurido em eleger o atual governo, dada a alternativa, no segundo turno. No entanto, sei reconhecer as boas intenções e boa vontade, que “nunca antes na história destepaíz” eu vi. Atitudes como as reformas que foram para o congresso, a qualidade do quadro técnico (com exceções, claro), e recentemente o Decreto que exige qualificação mínima para exercício de funções de confiança (algo que francamente achei que existia desde “sempre”) me dão esperança de que algo bom vem pela frente…

O atual presidente pode contar com minhas vaias sempre que fizer bobagem (na minha opinião). No entanto, como não estou precisando de verba governamental pra me manter vivo, não tenho nenhuma razão para fazer exigências ridículas e afirmações mais ainda…

Vivi pra ver isso! / I lived to see this!

I just copied and pasted the above graphic (thanks to www.infomoney.com.br). This is, in my opinion, just the beginning of a new virtuous cycle in the Brazilian economy. No big deal – just stop doing stupid things (on purpose, as it seemed the modus operandi of Mrs. Rousseff) and start putting a modicum of rationality in the economic decisions…

Acabo de copiar e colar o gráfico acima (obrigado a www.infomoney.com.br). Em minha opinião este é só o começo de um novo ciclo virtuoso na economia brasileira. Nada demais – apenas parou-se de fazer bobagens (como parecia ser o modus operandi da Dilma) e começar a colocar uma pitadinha de racionalidade nas decisões econômicas…

Let`s see what the future holds! / Vamos ver o que o futuro nos reserva!

Boa Leitura – Bolsonaro nos EUA

Boa tarde! Artigo interessante da Beatriz Bulla, jornalista inteligente e filha do amigo Waldemir Bulla (orgulhoso que só!).

https://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,ao-visitar-trump-bolsonaro-agrada-base-ideologica-e-time-economico,70002757103

Não concordo com toda a visão, mas sem dúvida bem equilibrado o artigo.

Enjoy!

Artigo Indicado – Instituto Millenium

https://www.institutomillenium.org.br/recentes/os-numeros-desmentem-a-teoria-protecionista-de-trump/
www.institutomillenium.org.br

Poucas coisas me deixam mais chateado do que não perceber algo há mais tempo, e não escrever sobre isso. Hoje me deparei com um assunto que me chateia há uns 2 anos, sobre a Casa Branca de Donald Trump, e sobre o que nunca escrevi.

Nada me incomoda muito no jeito bufão e tweetador de Trump. Isso eu acho que é o jeitão da madeira mesmo. Também não me desagrada – ao contrário – seu apoio à Israel e às causas conservadoras, principalmente nos costumes. Eu realmente creio que o mundo é um lugar pior com gente pregando controle de natalidade e “escolha” com a vida alheia (aborto) ou essa coisa terrível que os americanos chamam de “entitlement” (os “meus direitos”, numa tradução mais livre) que todo mundo acha que tem, mesmo sem trabalhar pra isso, sem contribuir pra ter, em síntese, sem qualquer “direito” de fato. Ainda, a liberdade de expressão e religião, que são pilares fundamentais das democracias.

Nada disso ecoa mal nos meus ouvidos, e eu agradeço a Deus porque não temos ninguém no posto de pessoa mais poderosa do mundo fomentando causas “progressistas” (quando se está na beira de um abismo, progredir é insanidade).

Mas me chateia, me preocupa muito, a postura absolutamente errada, na minha opinião, da Casa Branca de Trump quanto ao comércio externo e aos déficits comerciais dos EUA.

O artigo de João Luiz Mauad, cujo link postei acima, contém uma bela análise dos porquês não vale a pena brigar por déficits comerciais, quando seu balanço de pagamentos total não está em risco. Os EUA podem se dar ao luxo de ter déficits comerciais, porque na soma geral, possuem reservas praticamente inesgotáveis, além de um balanço de serviços favorável, que quase zeram o efeito total.

Acima um gráfico, também apresentado naquele artigo, e que deveria servir de alerta ao Brasil – abertura comercial, longe de ser problema, é solução. E deixe que os ineficientes se virem, mudem, ou desapareçam.

Boa leitura.

Democracia e seu “Poder Concedente”

https://br18.com.br/democracia-so-existe-se-as-forcas-armadas-quiserem/
Fonte – Estadão

Veja o artigo acima. Os idiotas dirão que o que o presidente falou é bobagem. Mas doutrinariamente, a “força” é o “poder concedente”, no nosso caso, as Forças Armadas.

A constituição americana prevê a possibilidade dos cidadãos se armarem e terem milícias exatamente para (textualmente) “protegerem-se, inclusive do seu próprio governo”. Não é à toa que desarmamento anda em moda entre ideologias que pretendem, cedo ou tarde, que o cidadão esteja de fato desarmado.

Uma síntese clara disso está na Venezuela, aí ao lado – enquanto as Forças Armadas não decidirem apoiar a democracia, não haverá democracia. Pode ser que uma invasão externa ou guerra civil possam tirar AQUELE poder concedente e colocar outro, mas SEMPRE haverá uma ‘força’ por trás da garantia de existência de instituições democráticas. Em vez de enxergar isso como ameaça, devemos entender claramente que talvez não haja ninguém mais democrático que o milico de hoje… O General Vilas-Boas foi um exemplo vivo, ao evitar diversas aventuras não-democráticas por parte da ex-presidente de pouca saudade.

Antes, então, os militares tem-se demonstrado no Brasil, com as exceções que o tempo demonstrou (excluo 1967 expressamente, aqui), fonte de estabilidade, e não de problemas.