Opiniões

Elon Musk e Bolsonaro

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Hoje dei de cara com uma manchete que choca pela audácia do sujeito. No link acima, da Infomoney, Elon Musk, que ontem disse que tiraria a fábrica da Tesla da California para “Texas ou Nevada”, por conta do excesso regulatório que o estado dos ricos e descolados impõe aos cidadãos e aos negócios. Não é fácil ter propriedade ou negócios na Califórnia. É, talvez, o que mais se aproxima da Europa em termos de regulação, principalmente no que diz respeito a meio ambiente, direitos LGBT+, etc. Impõe um peso que ao longo dos anos tem gerado uma grande fuga de capital de lá.

Hoje, Elon Musk, mesmo proibido pelas autoridades municipais do condado (município) de Alameda, California, peitou todo mundo e diz que abre a fábrica sim, e que se alguém quiser, que venha prendê-lo, mas não aos seus empregados, que só estão cumprindo ordens: “Estarei na linha de frente com todo mundo. Se alguém for preso, peço que seja apenas eu“, escreveu Elon Musk em seu Twitter.

Então qual é o comparativo com Bolsonaro? Tanto lá quanto cá, há uma enorme/diametral diferença de opinião entre a imprensa e governos estaduais e o governo federal, sobre a imposição de lockdown. Lá a coisa é mais rígida do que aqui, na verdade. E Musk entende que a coisa foi longe demais. Trump tuitou que apoia Musk, “a fábrica tem que ser aberta AGORA”, uma vez que Trump deseja o isolamento social, seletivo, mas não lockdown completo.

Os EUA enfrentam uma situação muito pior do que a do Brasil, pois lá tem muito mais infectados e mortos, porque as fronteiras lá são mais “porosas” e tem muito mais cidadãos dos EUA e do mundo todo indo e voltando o tempo todo. Quando Trump decidiu fechar o espaço aéreo e limitar a entrada e saída de pessoas, já era tarde. Ele culpa, com razão, penso eu, a China por ter atrasado a informação sobre a COVID-19.

Aqui a coisa parece mais bem controlada, com uma briga política maior do que sanitária. Podemos acusar Bolsonaro do que for (e ele merece muito xingamento nosso, sem dúvida), mas ele é corajoso pra caramba. Ele está sozinho, contra todos os formadores de opinião, praticamente, apenas com um eleitorado que parece fiel ao seu lado (dentro dos quais não me incluo). Fato é fato – o cara não tem o menor problema de ficar sozinho contra todos. Coisa de ogro? Pode ser, mas que não se lhe negue a coragem. Idem pra Musk.

Quem tem razão no imbróglio? Quem quer lockdown acha que quem quer trabalhar é negacionista da ciência, ogro, bolsominion, burro, etc; quem quer trabalhar acha que o pessoal do “fique em casa” é insensível às necessidades da população mais carente, é “gente rica”, ou esquerdista que não se importa nem um pouco se o país vai pro buraco, “quanto pior melhor” e por aí vai.

Claro que o povo não tem condição, no momento, de ter uma ideia clara do que de fato é certo ou errado. Entendo que um presidente da república, com todo o aparato de inteligência por detrás, deva ter mais condições de tomar decisões sobre isso do que eu, você, ou a dona Maria do carrinho de pipoca… Elegemos o cara (a maioria ainda é a maioria) para ISSO. E em nome de uma suposta imbecilidade do cara (como todo mundo tá tomando decisão pra todo lado, com a única diferença de alguns terem mais verniz na língua do que outros), estamos de cara julgando que a atitude dele é errada, e todo o establishment está se movimentando pra jogar pedra no caminho do executivo a todo custo, usando a mídia toda pra isso, indecorosamente.

Entendo que deva haver uma cadeia de comando em qualquer lugar. O nome “executivo” advém justamente do termo “executar” (fazer, operar). A cadeia de comando está sendo minada a todo momento, por decisões que na melhor das hipóteses poderiam ser consideradas tão equivocadas, ou no mínimo sujeitas a crítica, quanto às tomadas pelo executivo.

Aqui na minha empresa sempre deixo claro uma coisa: pode discordar de mim à vontade. Vou ouvir, ouvir, mas quando tomar uma decisão, ela cabe a mim, pois é o “meu” que está na “reta”. O mesmo, em maior escala, ocorre no executivo. O STF tomou do executivo o poder de tomar várias decisões. Os governos estaduais NÃO estão se saindo melhor, nem pior, do que o executivo, de uma forma que se possa aferir minimamente. Portanto, houve uma quebra na cadeia de comando determinada pelo judiciário, numa incursão indevida em outro poder, pelo arbítrio e julgamento de um único juiz, sem qualquer crivo ou estudo, apenas para defender uma ideia que o tal juiz não tem qualquer condição de tecer juízo de valor com as informações que detém, mas apenas e tão somente por alinhamento ideológico ou de simples pensamento.

Elon Musk quer produzir; não quer matar empregados, não quer criar desastre. Não se sabe, neste momento, se isso vai ou não gerar mais ou menos COVID-19. Mas uma coisa é absolutamente certa e independe de opinião médica para ser verdade – se não produzirmos, morremos todos de inanição.

Não creio que nem Elon Musk nem Bolsonaro tenham por objetivo ferrar com seu semelhante. Mas as coisas estão tão poluídas, que nem o benefício da dúvida é dado a quem, no final das contas, vai acabar tendo o “seu” na “reta”… não a imprensa, não o STF, não os governadores, não o Congresso. Só o executivo.

Limites Constitucionais

Constituição Federal: muito falada, pouco conhecida

Li outro dia um post de um advogado, que me parece bem interessante. Não concordo com tudo o que está ali, mas no que tange a alguns aspectos constitucionais, sou forçado a concordar.

Direito de Ir e Vir

A Constituição preconiza a “liberdade de ir e vir” (artigo 5º, XV, da CF). Já o artigo 5º, II, da mesma Constituição diz que existem as “obrigações de fazer ou deixar de fazer determinado comportamento “somente em virtude da Lei”. Grandes conquistas. Como não sou advogado, mas contador e perito em causas judiciais aqui e ali, tenho que ir buscar conselho em quem entende (neste caso https://www.conjur.com.br/2020-abr-12/ricardo-marques-covid-19-nao-direitos#sdfootnote1sym).

O autor deste artigo é enfático em dizer que:

Chamou a minha atenção o fato de o presidente da República Jair Messias Bolsonaro, nessa sexta-feira da paixão, passear pelas ruas da capital federal, sendo massivamente criticado pela imprensa, que o classificou como delinquente social e irresponsável[2], diante das regras de governadores de estados que limitam a liberdade das pessoas e a atividade econômica. Mas, apesar da crítica ferrenha, outro fato despertou a minha atenção a frase do presidente: “Ninguém vai cercear meu direito de ir e vir”.“sua frase e, mais do que ela, seu direito, sob o ponto de vista jurídico’… ‘se ampara na tradição jurídica secular, da Carta Magna de João Sem Terra, às Revoluções Francesa e Americana.”

E aí? Que direito têm então, sem quebrar a Constituição, governadores e prefeitos de mandar fechar uma loja, prender o dono, mandar todo mundo ficar em casa sem exceção?

Ah, mas a Lei da Quarentena não prevê isso? Não. Prevê o isolamento somente de quem estiver contagiado (pessoas, bagagens, cargas, etc). “Ah…” – dirá você – “mas como é que vamos saber quem está contagiado ou não?”. Você pode argumentar que deveria haver medida mais dura na Lei. Existe, mas obviamente os políticos e o STF jamais daria essa moleza ao Bolsonaro – afinal, Estado de Sítio e Estado de Calamidade Pública, com o aumento de poderes presidenciais e dos militares, o que não interessa a ninguém do establishment político-jurídico (e aqui, sem crítica a esses poderes, e também sem preferência pelo executivo).

De quem são os espaços públicos?

A questão mais direta aqui lida com a “praia”. Esta é federal, faixa de marinha, sendo impossível, inclusive, construir nela sem expressa autorização. No Brasil, ao contrário de muitos países, não existe “praia particular”, exceto se por alguma “sorte” do dono do local, um acidente geográfico impeça a entrada normal de pessoas – mesmo assim tem que haver uma “servidão” (passagem).

Como é que se arvoram em prender gente na praia os governadores de alguns estados?

Qual é a questão

Não se trata de ser contra o isolamento, ou ser contra o lockdown. Nada disso. Trata-se apenas e tão somente de saber que limites existem. A questão fundamental é que evitar lockdown é apenas uma forma de manter a constituição, enquanto esta não for mudada. Infelizmente estamos fazendo, todos, parte de um grande experimento social, que pode até não “visar” eliminar liberdades, mas certamente dão a pista de como a sociedade vai responder em caso de uma ameaça real às liberdades individuais.

A Suécia disse algo mais ou menos parecido, para justificar o fato de que não iria colocar todo mundo trancado em casa, preferindo apelar para o bom senso da população, o que funcionou, em boa medida. E mesmo que tiver funcionado em escala menor do que em outros países, pelo menos não serviu pra criar uma determinada ruptura constitucional. Bom, cada país com suas leis, e em alguns casos, como nos EUA, é possível, por haver uma constituição mais enxuta e mais poder ao executivo.

Em suma, acima apenas dois problemas para os quais a mídia não deu nenhuma atenção, e que, gostemos ou não, tornam a posição do executivo mais entendível. Ao delegar aos estados, de forma monocrática, a responsabilidade pelas medidas de combate ao COVID-19, o STF criou ainda mais complicação jurídica numa seara já nebulosa. Ao tomarem as medidas que estão tomando, os governadores e prefeitos estão sendo frontalmente contrários à constituição. Se as medidas são boas e apropriadas ou não, não vem ao caso aqui (até acho que em boa medida o são).

Um STF minimamente alinhado com a Constituição teria dado indicações mais claras e ajudado a resolver um problema de segurança jurídica. Bolsonaro estará certo se sair pela tangente dizendo que “a responsabilidade foi assumida pelos governadores”…

Gratidão

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Photo by Simon Maage on Unsplash

Ser grato é uma atitude que evidencia inteligência. A gratidão envolve a capacidade de perceber o benefício recebido, coisa de gente que tem a habilidade e capacidade de compreender a sua própria realidade e a melhora da condição que foi proporcionada pela ação do outro. Assim, a gratidão só pode ser exercida por aquele que pensa.

Além disso, ser grato é mais funcional, pois reforça o bem que foi feito a nosso favor. Entenda, uma pessoa que teve a sua atitude valorizada e reconhecida, se sentirá cada vez mais predisposto a fazer o bem pra aquele que o reconhece e valoriza. Desta forma, a gratidão se mostra como uma resposta que faz a manutenção de algo desejável.

Mostrar-se grato também ensina. Quando somos expostos às situações e manifestamos gratidão, possibilitamos um exemplo que poderá servir para o aprendizado do outro. E quando assim o fazemos, plantamos uma melhora no mundo, mostramos ao próximo que ele pode mudar.

Por essas e outras, prefiro ser uma pessoa agradecida a ser um arrogante ingrato.

Em tempo, pense sobre algum benefício recebido que esqueceu de agradecer. Vá ao encontro desta pessoa e mostre a ela sua gratidão.

O templo, a pandemia e o homem

chapel under starry sky
Photo by Andrew Seaman on Unsplash

Jesus ensinou algo muito interessante que o mundo ainda tem dificuldade de entender.

Há um texto nas Escrituras em que Jesus é interpelado por um grupo de religiosos chamados fariseus. Eles se incomodaram porque os discípulos de Jesus, que estavam com fome, começaram a colher espigas num dia de sábado. Para melhor entendermos o contexto, o Sábado era o dia de descanso do povo, nada de trabalho ou esforço deveria ser realizado nele. Sobre o sábado estava instituída a vida religiosa do povo judeu e a rotina do templo. Ao redor do templo, se organizava a economia e a política. Ou seja, o sábado era a instituição mais importante de Israel.

Porém, em resposta aos fariseus, Jesus relembra um episódio importante da vida da nação no qual Davi e os que o acompanhavam, estando com fome, adentraram ao templo, tomaram os pães da proposição e os comeram. Logo após fazer o relato afirma aos fariseus: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado.

Quero parar rapidamente pra pensar sobre esta afirmação de Cristo. Pois as instituições, a economia, a política, a religião foram feitas por causa das pessoas e não as pessoas foram feitas para serem uma simples e descartável engrenagem no intuito de fazer com que as macro-estruturas funcionem. O homem é a razão da existência da vida social. O indivíduo deve ser o objeto para os sentimentos e o cuidado. O bem do ser humano precisa ser o motivo por trás de toda e qualquer iniciativa, zelo ou ação social. Assim, a economia deve servir ao homem, a religião deve ser direcionada para o cuidado do indivíduo, a política precisa negociar para o bem-estar de todos. Desta forma: a economia foi feita por causa do homem e não o homem foi feito por causa da economia; a religião foi feita por causa do homem e não o homem por causa da religião; a política foi feita por causa do homem e não o homem foi feito por causa da política! Se assim não pensarmos, penaremos sob a rígida e fria égide dos números, das normas impensadas, das estruturas gélidas que buscam se alimentar do esforço humano para a sua perpétua manutenção.

Pense se você neste momento é capaz de perceber, como afirmou Jesus, que o ser humano deve ser a razão e o foco de todos os nossos melhores investimentos e cuidado. Se você pensa assim, você pensa como um cristão.

Novo Capitalismo

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Photo by Koushik Chowdavarapu on Unsplash

Toda essa tristeza e sequelas causadas pela COVID-19 passarão. O mundo andará para frente, e eu aposto num efeito “Dia da Vitória” (2a. guerra mundial), quando o povo foi tomado de uma energia e de uma alegria que contagiaram o humor geral do mercado e permitiu um boom que durou muito tempo e enriqueceu o mundo, uns países mais, outros menos.

Tenho tentado conciliar na minha cabeça a beleza do funcionamento de uma economia de mercado com as necessidades de preservação do planeta. Tendo a achar chatos os ecologistas, ou eco-chatos, e tendo a achar mais “legal” os economistas liberais, da escola de Chicago. Estou certo? Nem tanto.

Uma coisa é verdade, e precisamos partir desse pressuposto para ler este artigo como eu o imagino: só existe geração de riqueza e aumento de prosperidade no capitalismo de mercado. Qualquer outra consideração falha, pois não apresenta nenhuma prova material de resultados. Pode discordar à vontade, mas apresente um único caso em que uma economia de orientação comunista/socialista ou ainda um “capitalismo de estado” tenha funcionado a longo prazo. Nem me venha dizer que a China é um caso, pois que a China é um sucesso somente na medida em que abraça postulados desse capitalismo de mercado (para o exterior, apesar da repressão interna).

Isto posto, passei a observar, tanto quanto possível, os efeitos calculados por cientistas, sobre a redução da poluição sobre o mundo e alguns resultados assustam – positivamente. Desde a limpeza da água de algumas baías normalmente sujas, até a redução bárbara da poluição do ar em cidades terrivelmente poluídas, como Cidade do México e Xangai. O efeito colateral (positivo) é notável e há alguns aspectos que precisamos aprender, a fim de manter o resultado positivo da tragédia, sem abrir mão tanto da liberdade democrática quanto de um bom nível de vida.

O que é dispensável

Descobrimos que há coisas perfeitamente dispensáveis e que não influenciam em nada nossa qualidade de vida:

  • Idas e vindas – descobrimos que há tanta coisa que pode ser feita de forma mais racional sem nos movermos de casa, que certamente há um grande aprendizado aqui. Quando penso que a última vez que abasteci meu carro fazem 40 dias, posso apenas inferir que posso pelo menos tentar não esbanjar tanto em hidrocarbonetos, sem perder qualidade de trabalho e movimentação. Claro, aumentarei meu consumo de petróleo depois disso tudo, mas não penso em voltar ao padrão pré-COVID;
  • A comida caseira – sei que pode (e haverá) impacto na indústria do food service no mundo todo, mas o fato é que muitos de nós, principalmente em países como os EUA, em que o consumo de comida industrializada é enorme, experimentamos uma olhada para dentro da cozinha que povos como os italianos, gregos, portugueses e espanhóis sempre privilegiaram – uma bela comida caseira, com ingredientes bons, que a gente bote a mão na massa pra fazer ou ajudar (no meu caso, atrapalhar filhos e esposa). Creio que embora minha conta de supermercado tenha aumentado, o prazer da mesa – e, pasmem, sem aumento de peso – aumentou muito;
  • Viagens a Trabalho – quantas vezes tirei o traseiro da cadeira e fui de Curitiba para Rio ou São Paulo, para ter uma miserável de uma reunião presencial com algum cliente ou figurão, apenas porque tinha sido convocado, ou senti que precisava? Descobrimos que é possível fazer reuniões online com alegria até, ou semi-presenciais são possíveis e podem ser produtivas, e um estar presente e outro não, implica em
  • Roupas e Balagandãs – Existe uma obsessão humada com a indumentária que é milenar. Desde o famoso “quem te disse que estavas nu?” de Deus aos homens, no Gênesis, que o ser humano está tentando fazer com que o resultado de um erro se transforme em algo digno de nota, no tapete vermelho de Hollywood, de preferência… Outro dia me dei conta de que passei 40 dias só de bermuda e calça de moleton, e nem um mísero jeans usei neste período. Fiz meus calls, falei com meus clientes, e como todo mundo estava nivelado por “baixo”, se é que pode se chamar de baixo estar à vontade, feliz da vida, no conforto do lar, todo mundo estava conforme com esse estado de coisas. Mais do que isso, vesti basicamente as mesmas roupas diversas vezes, observando claramente a desnecessidade de um monte de coisas.

Vai por aí adiante… pode complementar a lista…

Sei que muitos desses conceitos já estão contidos em movimentos como “live in a suitcase” ou “vida simples”, entre outros. Mas não é esse o objetivo desse alfarrábio. A pergunta aqui, fundamental, é: é possível manter um altíssimo padrão de vida, liberando o sistema produtivo para coisas muito mais importantes, como por exemplo:

  • Redução do Tamanho do Estado – Este é um fundamento de um capitalismo de mercado saudável. O Brasil nunca (minha opinião) teve um sistema de capitalismo liberar, de mercado, legítimo. Por capitalismo de mercado leia-se a competição livre, a propriedade privada, respeito a contratos, entre outras coisas. Temos gente demais pendurada em quem paga tributo. Criamos uma necessidade patética de um “estado pai”, justamente porque o cidadão brasileiro sempre se acha numa posição de servidor do estado, e não o contrário. Reduzindo o tamanho do estado, sobrará mais dinheiro para o ponto abaixo…
  • Infraestrutura – obras como água, saneamento, luz, internet, escolas, hospitais, etc, demandam um capital que de certa forma acaba indo parar em atividades, digamos, menos fundamentais. O tributo sobre o consumo vai acabar caindo, o que não é em si ruim, pois que o estado será reduzido, primeiro e vai acabar sobrando dinheiro para o que realmente se espera dele – saúde, educação, segurança, saneamento, infraestrutura…
  • Cuidado com o Meio Ambiente – Muitos naturalmente estão se ressentindo de ficarem ser olhar a natureza, e quando saem têm uma percepção de claridade e beleza que nos escapa quando estamos “acostumados” a algo. Morei no Humaitá, no Rio, durante anos, e durante anos peguei meu carro e desci a Rua Real Grandeza em direção à Urca, pra pegar o aterro. A vista maravilhosa do Pão de Açúcar e da Enseada de Botafogo passava batida algumas vezes. Eu passei a me cutuca pra NÃO deixar o espetáculo ficar costumeiro. A capacidade de se embasbacar com as Obras de Deus serão o movimento maior em direção a nao mais aceitar que um infeliz jogue o seu esgoto industrial na praia ou na baía… É possível se indignar a ponto de ir à rua para garantir saneamento e águas limpas. Uma vida menos exposta e menos agitada poderá nos guiar a um maior cuidado com o meio ambiente, sem a neura de que precisamos comer capim ou andar a pé para isso…
  • Vida Pessoal e Familiar – Casa grande ou casa pequena, estamos sendo obrigados a conviver conosco mesmos e com a família, e SEM os amigos por perto. Voltamos a ser uns “Daniel Boone” perdidos no Kentucky do Séc XVIII, cercado só pela família e meia dúzia de amigos (se tanto). Isso nos faz voltar a TER QUE falar com eles, e ouvi-los. Tem sido, para mim, uma experiência inovadora (creiam-me), principalmente com jovens moços em casa, que normalmente já fazem retiro nos seus quartos, dia após dia.
  • Respeito ao Outro – Brasileiro é invasivo por natureza. Óbvio que isso é uma generalização, mas como toda a generalização, ela se baseia numa percepção razoavelmente fundamentada. A necessidade de dar espaço ao outro, de não invadir, de respeitar o espaço corporal, de ser mais higiênico tornou-se muito mais evidente. Quando vim do Rio para Curitiba me falaram muito que o curitibano é frio, etc. Em relação ao carioca, claro, mas no final das contas eu não apenas me adaptei mas me apaixonei pela liberdade e respeito que os curitibanos dão uns aos outros. O respeito à individualidade é alto, e por isso, talvez, a COVID aqui tenha tido menor impacto que em outros locais.

Eu poderia ir adiante enchendo o saco (o que já fiz muito hoje) mas o fato é que deve haver, TEM que haver um capitalismo que não tire em nada nossa qualidade de vida e que permita vivermos num planeta mais sustentável. Ter 7.5 Bi de pessoas, 8 Bi, na mesma terra, esperando que sempre achemos uma solução tecnológica pra continuarmos sobrevivendo não me parece uma alternativa viável.

Oração em tempos de crise

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Photo by Jack Sharp on Unsplash

Normalmente, em momentos de crise e sofrimento, as pessoas são convocadas a orar e a clamar a Deus por libertação. São marcadas vigílias de oração nas quais o clamor para uma solução é direcionado aos céus na esperança de que os anjos tragam a resposta de Deus. Nada de errado com a atitude, todavia deveríamos parar pra pensar um pouco sobre a efetividade da oração.

Muitas vezes, nós mesmos deveríamos ser a resposta de Deus à elas. Mas como, poderia você me perguntar? E eu lhe digo: Na mudança de nossas ações em relação ao próximo, agindo como a mão de Deus para suprir o necessitado; compartilhando o que temos com aquele que padece; sendo um ouvido paciente e compreensivo frente àquele que sofre; cuidando de nossos familiares com carinho; levantando a voz contra a injustiça social e expondo o nosso peito à baioneta pra salvar as viúvas, os órfãos, idosos e incapazes.

As Escrituras falam de maneira clara que não adianta nada dizer ao necessitado para ir em paz, para se aquecer no frio e se alimentar adequadamente, se não lhe damos o necessário para o seu corpo. Isso é conversa fiada e uma oração inoperante (Tiago 2:16 se você quiser conferir). Observe, que não estou falando contra a prática da oração, pois sei inclusive que ela é fator de saúde para o corpo. Falo estas palavras para afirmar que a sua prática precisa trazer em si o fator consciência. Porque para fazer uma oração sincera, os meus olhos não podem estar fechados para a realidade pela qual clamo e as minhas mãos não devem estar encolhidas e reclusas em meu egoísmo.

Chá com arsênico

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Photo by Manki Kim on Unsplash

Um dos episódios da vida pública que mais me agrada, pela mordacidade da pergunta e pela vivacidade da resposta, se deu em um trem de metrô em Nova York, em 1899, e relatada pelo Oswego Daily Times, recontada diversas vezes, uma delas com um suposto duelo verbal entre Winston Churchill e Nancy Astor, no parlamento inglês, mais ou menos assim:

“Meu senhor, se eu fosse sua esposa, colocaria arsênico no seu chá”… ao que o sujeito responde – “minha senhora, se a senhora fosse minha esposa, eu o beberia”…

Genial! Sem levar em conta quem o disse, se a dupla no Metrô de NYC, se Churchill e Astor em 1949, se Grouxo Marx em 1962, ou qualquer outro iluminado, o fato é que é muito interessante ver como uma troca de “insultos” pode ser tão bem concebida e finalizada. Só nos resta pensar numa possível resposta para a mulher, diante dessa pancada. Eu ainda não consegui. Minhas amigas feministas se resumem em dizer que a coisa foi ao contrário – a mulher teria respondido… o que não tem base histórica nenhuma, mas é “ben trovatto”…

Tudo isso pra dizer que estou topando beber arsênico diante de uma situação tão absurda como as opiniões de jornais e TVs da atualidade… Todo dia somos bombardeados com “fatos” jornalísticos da “maior relevância, como uma “notícia” (perdoem-me todas as aspas, mas como o entendimento sobre ironia está sendo perdido na população, creio que elas ajudam).

Ontem vi uma manchete “importantíssima” sobre o fato de que Bolsonaro, ao receber o empresário Luciano Hang, o teria abraçado. Pois é… ignomínia! Eu me pergunto se existe um bando de “focas” nas redações dos jornais, com mandato expresso de buscar qualquer coisa que seja sobre o governo, para apedrejá-lo. Não que eu ache que este governo esteja fazendo maravilhas. Longe de mim. Votei no Novo no primeiro turno, como já cansei de escrever, e em Bolsonaro no segundo, pois que votar no PT sempre foi para mim algo parecido com matar meus pais… Mas cá entre nós, a despeito dos auxílios luxuosos que Bolsonaro dá aos críticos, nada justifica o tratamento a ele dispensado pela mídia, pelo judiciário e pelo legislativo. A impressão que eu tenho é que o fato do cara ter colocado o dedo em muitas feridas ao mesmo tempo fez com que coisas sem relevância tivessem se tornado “the must”, enquanto coisa importante é varrida para baixo do tapete sem a menor cerimônia.

Mal comparando, “coisinhas” como se mijar em público em Davos, copular com a amante no avião presidencial sob o conhecimento de muitos dignitários, ou ainda assassinar a lógica e os idiomas em frente a câmeras de TV do mundo todo (desmerecendo toda uma população), ou ainda conchavar descaradamente por dinheiro, roubar desmesuradamente, tudo isso, parecem atos e palavras de somenos importância. Por favor…

Não há paz, não há tranquilidade para o executivo fazer NADA. Nem uma ação. Atos normais, irrelevantes mesmo, assumem um relevo de crime de lesa-pátria, enquanto atitudes que realmente matam a nação, como destinar zilhões a governadores irresponsáveis e eleitoreiros, espetando a conta nas cotas do governo federal, não têm a MENOR repercussão na mídia. Deixamos de ter um mínimo de caixa de ressonância, de imparcialidade, de clareza e correção no que ouvimos e vemos no noticiário.

Faz alguns dias que deixei de ver qualquer tipo de notícia, exceto econômicas e sobre a COVID, por razões profissionais. Não tenho mais estômago. E não falo de Globo, Band, CNN Brasil, nada disso. Falo de um mar de insinuações, provocações, maledicências, maldade pura e simples, geradas pelo fato de que o executivo se recusa a gastar em publicidade. Não importa a razão. Eu, se fosse o presidente, teria chamado as TVs e jornais, especificado que iria reduzir substancialmente as verbas, mas que iria continuar a manter uma comunicação mínima com a população via grande mídia. Bolsonaro decidiu pela via da confrontação, como aliás, é seu estilo, e que reprovo. Mas ao decidir isso, ele não poderia ter comprado contra si o ódio mortal sobre toda e qualquer iniciativa de governo, boa, má ou inócua. Não é possível ser visto sob um ângulo tão negativo todo o tempo.

O chá com arsênico foi servido pela grande mídia. Bolsonaro provavelmente vai bebê-lo. O fato é que ao fazer isso, e consequentemente, morrer, leva consigo a esperança dos votos de milhões de brasileiros, que queriam, e continuam querendo, ver um país menos corrupto, mais aberto ao mundo, menos comunista, menos paternalista, menos gastador, e menos inchado…

Não beba o chá, Bolsonaro. Mantenha-se vivo, mesmo que isso signifique transigir com essa gente, em termos republicanos, mas para manter-nos pelo menos um pouco, longe de uma guerra civil.

Brasil perde…

Com ironia, Sergio Moro volta a atacar divulgação de diálogos da ...
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Estou neste momento ouvindo o pedido de demissão do Ministro Sérgio Moro. Apalermado com o que estou ouvindo, só tive uma atitude – clamar a Deus por nosso país. Um momento como esse, com COVID e dezenas de problemas tão graves, não precisávamos deste problema. O pior, da forma como o Min. Moro colocou – pressão para que o presidente tenha acesso a inquéritos secretos e a “diálogo” com o diretor da Polícia Federal. Inacreditável!

Depois de anos sendo roubados, pelo PT e seus satélites, estamos diante de um governo que até este momento, pelo menos pelo que podemos perceber, está fazendo trabalhos muito bons, com ministros bastante bons. Agora, isto… Não consigo entender o que leva um presidente fazer tanta bobagem, em momentos tão difíceis! Ora por favor!

Será que estamos fadados a viver num país de Maias, Lulas, Alcolumbres, Dilmas, Dirceus, e tantos outros? Como pode ser que não consigamos levar adiante uma agenda honesta e positiva? COMO viver em um país em que, de um lado a imprensa torce contra e distorce tudo, de outro temos um Congresso de ladões, majoritariamente, um STF incompetente e parcial? COMO seguir vivendo, fazendo negócios, se de um lado temos uma esquerda louca, ladra, radical, com uma agenda pró-China, pró-Cuba, e tantas outras excrescências, e de outro e de outro uma cambada de cretino, que quando não é desonesto (não acho que o Bolsonaro seja necessariamente desonesto) é burro (ou mal orientado).

Palmas, sim, para a clareza, honestidade e firmeza de caráter de Moro. Já o conhecíamos, conhecemos ainda mais. Bolsonaro deve ter julgado que Moro não teria “colhões” para seguir com a demissão. Perdeu, e graças a Deus. Não creio que Moro tenha qualquer motivo ulterior, seja político ou de qualquer outra natureza.

Me assusta, agora, o resultado dessa situação. Covid, demissões de ministros, etc. Quem, agora? Paulo Guedes? Melhor trocar o próprio Bolsonaro, dando espaço ao General Mourão, para tentar resolver o que foi criado pelo próprio presidente, por seus erros.

Fico triste pelo Bolsonaro. Ele me parece, ou parecia, um homem bem intencionado. Não sei mais.

Deixo claro aos meus amigos que não significa o atenuamento de meu horror com os anos negros do PT. NADA foi pior do que aquilo. Teremos muita dificuldade de ver uma situação tão grave como as do passado recente.

Não terei nunca o “meu Lula”, o meu “bandido de estimação”. Se ao fim de ao cabo Bolsonaro se revelar mau, não será porque ele usou discurso cristão que eu o vou apoiar.

Espero, também, que meus amigos não achem que Rodrigo Maia ou Davi Alcolumbre passaram a ser heróis da pátria. Muito menos os notórios do PT.

Estamos é num mato sem cachorro…

ONU versus ONU

brown concrete building under blue sky during daytime
Photo by Tomas Eidsvold on Unsplash

https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/coronavirus-pandemia-fome-alerta-agencia-da-onu/

A Gazeta do Povo de hoje repercute a matéria que já está na boca de muitos, por aí, e se refere à “guerra” entre a OMS e a PMA (Alimentos), por conta da crise do COVID-19. David Beasley, diretor do PMA – Programa de Mundial de Alimentos, da FAO, disse:

“Se não nos prepararmos e agirmos agora, para garantir o acesso, evitar déficits de financiamento e interrupções no comércio”, o resultado pode ser uma “catástrofe humanitária… em poucos meses”.


A ONU demonstra à ONU que a ONU está errada. A ONU do alimento mostra à ONU da saúde que há um erro grave de estratégia. Enquanto isso, na Bat-caverna chamada de Brasil, continuamos a brigar com o executivo por conta da simples “menção” a este fato…

Não que isso vá em nada ajudar aos contra e a favor de isolamento a pensarem “fora da caixinha”, como virou clichê, mas é importante dar elementos de julgamento para depois não vermos mudada, a golpes de tacape da imprensa mainstream, a narrativa em torno de “quem disse o que”, como fez recentemente João Dória, tomando posse, ou melhor, dando a posse a David Uip, e paternidade do uso de Hidroxicloroquina… Não que isso faça qualquer cócega na consciência de político, porque não ter consciência parece ser pré-condição para o sucesso na política, mas é preciso deixar registrada a linha da narrativa hoje, para que daqui há 12 meses alguém não assuma a paternidade da defesa da economia, vis-à-vis a pandemia, como certamente ocorrerá.

Quem viver (literalmente) para contar poderá revisitar o artigo (este e aquele) e comparar o que aqui e lá foi escrito com as palavras dos governadores, ora inclusive imbuídos, em boa maioria, de pichar “cartas abertas” e manifestos oportunistas, vergonhosos e contraproducentes.

O medo acima de tudo

pink and white victorias secret textile
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Acabei de ter um video-call com minha equipe de gerentes e diretores. Gente que priva da minha total confiança e que tem a “ousadia” de falar na minha cara, abertamente, o que pensam, sabendo que eu gosto mais de latir do que morder, como bom viralatas. A reunião era sobre a possibilidade de retorno às atividades normais, pouco-a-pouco, visto que estou em contato com centenas de outros empresários, e que há uma certa preocupação em fazer um retorno em condições razoáveis e ordenadas, tomados os devidos cuidados.

Saí da “reunião” espantado. Existe, claramente o aspecto pragmático, que só uma equipe eficiente tem (aliás, são todos, gerentes e diretores da equipe, mulheres). Os argumentos são válidos e variaram de um simples “precisamos distanciamento dentro do escritório, limpeza boa, máscaras, etc”, até considerações sobre a recente redução da jornada de trabalho, onde deixar os filhos, já que as creches não estão funcionando, uma infinidade de detalhes que, francamente, me passaram batido, como bom homem à moda antiga que sou (limitado, focado no objetivo somente, etc).

Mas o que me espanta mesmo são as conclusões a que cheguei sobre a situação em que estamos metidos, não só como país, mas como “mundo” e o que isso acarretará no longo prazo.

Medo Patológico

O nível de medo que pude detectar, medo sincero, nas pessoas, tanto da minha equipe como de outras, é impressionante. A paúra de que tem um equivalente a bicho-papão na esquina, e que VAI matar você, inapelavelmente, ou aos seus, é tão real que dá quase pra pegar com as mãos.

O medo se mostrou logo de cara, quando falei que eu, pessoalmente, pretendia ir retomando atividades no escritório, pois que estou ficando quase doido dentro de casa, apesar de estar trabalhando mais do que antes. A reação foi imediata, e variou desde “eu não” até “você tá doido” (ou quase isso).

Minha resposta foi uma simples pergunta, de volta: “Ah, ok. Ou seja, quanto mais o tempo passar, como é que vocês acham que essas reações serão?”. E é isso, exatamente, que me mete medo (sem trocadilho): a cada dia que passa nós aumentamos nosso grau de medo, e com certeza, de susceptibilidade a outros tipos de problemas, desde depressão a outras “patias”.

Incapacidade de Retomar

Começaremos a nos sentir incapazes de retomar as atividades normais? De interagir? Como vamos enfrentar o dia a dia normal? Qual será o motivador que me tirará da cama para “enfrentar o bicho-papão” na esquina? Será a geladeira vazia? Será a empresa se desagregando ou falindo? Será uma ordem do governo?

Não sou exatamente um cara depressivo, pela natureza, mas sinto a cada dia que estou mais encarquilhado. Com mais dificuldade de retomar o dinamismo, de fazer negócios, de interagir normalmente.

Será que “sairei do outro lado” normalmente?

O efeito da política

Ninguém está se dando conta do efeito pernicioso da briga política que está rolando neste país, e que envolve mais do que o presidente e o ex-ministro da saúde. A briga desceu para os andares de baixo, com ambos os lados se escorraçando publicamente, com os já típicos “vai estudar”, “fulano disse isso”, “beltrano apoia o confinamento”, “Globolixo”, etc… Ninguém mais parece querer aceitar um comando.

Por outro lado, o STF e a Câmara fazem o possível para tirar os poderes do executivo. Estamos sem comando central, e isso não se deve a essa ou aquela atitude ou palavra do presidente:

  • O STF decide que no Brasil os governadores têm mais autoridade do que o Ministério da Saúde (esqueçam o presidente por um momento);
  • A Câmara aproveita o momento tumultuado para passar emendas ao Plano Mansueto, e joga no colo do tesouro nacional a dívida impagável dos estados, tirando desses a responsabilidade por manter um mínimo de ordem fiscal na casa;
  • A oposição apoia todo e qualquer sujeito, com qualquer intenção que seja, e que fale contra o presidente, não importando o que ele fale;
  • A grande mídia, cercada de dívidas e com delirium tremens de falta de publicidade governamental, dá eco a toda e qualquer posição contrária ao executivo, mirando no presidente, “errando” a cabeça dos seus ministros, elogiando-os, como se o ministério tivesse aparecido por combustão espontânea na Esplanada, em Brasília.

Enfim, uma enorme piada de muito mau gosto, e que vai enchendo a cabeça de quem tem menos afeto à leitura mais extensiva das opiniões, contra e a favor de qualquer posição (quem chegou até aqui neste artigo entendo o que digo; quem é leitor de memes já parou faz tempo e não se dará conta do que escrevi).

Há um caminho do meio. Há a possibilidade de, racionalmente, tentar unir a população contra o virus, independentemente de governo, remando todos para um lado só. Mas certamente, Câmara, Senado, Oposição, STF e Imprensa NÃO têm essa intenção. Espero, por Deus, estar errado, mas como leio bastante, de tudo, em detalhes, não estou nada esperançoso.

Uma Nota Importante – escrevo antes de tudo como memórias, para mim mesmo. Um dia relerei tudo isso, e me questionarei “onde estava com a cabeça quando escrevi isso”, ou até me congratularei por uma coisa ou outra que escrevi. Portanto, não gostou? Critique (costumo dizer que as opiniões negativas são mais importantes que as positivas). Mas faça-o com civilidade e fundamento (ainda que eu não concorde, vou examinar seu arrazoado com atenção).