Conversões e Ateus

Li na Gazeta sobre a conversão de um brilhante filósofo ateu, Joe Schmid, recentemente (Fevereiro de 2026).

https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/francisco-razzo/a-conversao-decepcionante-de-joe-schmid

O artigo dá conta de que o cara ficou seis meses meditando sobre o que teria acontecido antes de “sair do armário” do ateísmo. Se declara católico agora. Meno male… É cristão, e espero que salvo por Jesus Cristo.

Na raiz da conversão não esteve nenhum argumento. Como já mencionei num artigo anterior (Fé e Escolha), Deus não permitirá jamais que o ser humano tenha provas, mesmo, de sua existência. Dará e dá muita evidência, mas prova? Não. A razão eu explico lá nesse artigo.

Mas o que quero enfatizar aqui é: Conversão não é algo da razão. Fé não é algo racional inteiramente, embora possa e deva se basear nela. Fé é algo que pertence ao espírito, e como tal, tanto um Einstein da vida como um Forest Gump precisam ter acesso à ela. Não pode depender de inteligência.

E aqui está Schmid, provavelmente ainda mareado com o sacolejo que a fé lhe deu. Assim como eu, até hoje, me espanto por ter sido salvo por um Deus feito homem, a despeito da minha inadequação.

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