Consenso, na Ciência Moderna

person in white long sleeve shirt holding green and white labeled can
www.unsplash.com

Dois episódios e algumas tempestades atingiram o mundo acadêmico recentemente e me fazem refletir sobre o significado de pesquisa científica mais uma vez. Eu não sou cientista. Sou auditor. Talvez por conta da profissão, exista um certo medo do que a gente vê e examine pela primeira vez. Sempre me lembro das lições da Arthur Andersen, empresa-escola que primeiro me ensinou (ou tentou) algo sobre essa matéria. O termo usado era “Ceticismo Saudável”, para indicar como deveríamos abordar cada assunto sob análise. Não significa a “hiper dúvida” que costuma nos atacar, principalmente em meio a essa guerra de informações, tornada aguda pela Pandemia de Covid 19.

Esse ceticismo parece que só tem tido um lado, recentemente. Esse lado é sempre o de quem chega primeiro e “rotula” algo, levando à mídia sua definição e rótulo dado. Como sempre, quem rotula tem uma intenção, nem sempre confessável – a de atingir um objetivo cuidadosamente descrito no tal Caderninho Preto, a que costumo me referir, e que sempre está dentro do bolsinho do colete do “rotulador”.

Origem Chinesa do SARS-COV-19

Fomos massacrados durante todo o ano de 2020 com o Rótulo muito bem plantado na imprensa, de que a Covid não tinha tido origem na China, em Wuhan, mais precisamente nos arredores do Laboratório de Estudos de Coronavirus de Wuhan.

Quem ousasse discordar era terraplanista, fascista, bolsomínion, etc. Aqui, e no exterior, a grande mídia e as mega redes sociais nos escravizaram a uma visão de que duvidar disso era equivalente a duvidar que o céu é azul.

Um grupo chamado DRASTIC teve um trabalhão enorme para nos abrir os olhos para algo óbvio – há chances, claro, de que o tal virus tenha tido, sim, origem na China, em Wuhan, no tal laboratório. Se de propósito ou “fugido”, não se pode dizer, mas com os resultados vistos.

A quem interessava que a China tivesse seu nome eliminado da lista de suspeitos da tal Covid? A China, obviamente, e qualquer um que tivesse interesse em que a China não fosse objeto de questionamentos incômodos.

O resultado é que passamos 2020 inteiro buscando origem de um virus que, com fortes possibilidades, surgiu no tal laboratório.

Ciência foi usada para prevenir a capacidade de todo um planeta de pensar cientificamente sobre algo.

Tratamentos Precoces

O termo “Tratamento Precoce” foi rotulado e logo estigmatizado lá atrás, em Abril de 2020. Qualquer tentativa de informar ao público, ou minimamente gerar a especulação sobre a necessidade de pesquisa de tratamentos de produtos “off-label” (não dentro da especificação técnica de uma droga, mas seu uso alternativo, para outro fim, dentro de prescrição médica).

Desta forma, ficamos sem saber, por meio de consenso científico, se Hidroxicloroquina, Ivermectina, Budesonid, Azitromicina, etc, funcionavam ou não. Metade dos médicos diz que funciona, metade diz que não. Um amigo brande uma opinião de um clínico geral muito bom, que é contra, outro esfrega sua receita de Ivermectina prescrita por outro médico igualmente reconhecido, na minha cara.

Eu, perplexo, tentando dar o benefício da dúvida a quem acha bom, quase apanho de todos os lados. Sou negacionista, terraplanista, fascista, e obviamente, bolsomínion.

Os tratamentos precoces vão funcionar? Não sei, nem ninguém saberá a menos que levemos as pesquisas de todas as possibilidades de tratamento a cabo, façamos os “peer reviews” necessários e deixemos então que os resultados aflorem. Da mesma forma, creio que nem todas as vacinas funcionarão (pelo menos não por de igual forma), e algumas terão de ser descartadas, para o futuro. Mas isso será definido por observação, coleta de dados e experimentação, além de testes clínicos controlados, claro.

Liberdade de Cátedra

A Constituição do Brasil, que se mete onde não devia, é enorme e confusa, define a liberdade de cátedra como abaixo:

O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:

II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;
III – pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, …

CF Art. 206.

O Termo e a aplicação é muito mais antiga, e quer justamente evitar que opiniões e crenças impeçam o desenvolvimento científico, que é, em sua base, iconoclasta.

Nossas universidades, contudo, despejam ódio justamente ao que deveriam proteger com mais carinho, nos dias de hoje – a liberdade de investigação, mesmo (e preferencialmente) ideias, fórmulas, teses e escritos que são considerados “consagrados” pelo “consenso científico”. Ora, é da quebra desse consenso que surgem as ideias que mudam o mundo.

A perda de liberdade de cátedra nas nossas universidades, substituída por doutrinação ideológica (unilateral), faz escorrer do ensino superior aos níveis mais abaixo, até a pré-escola, pensamentos que não se coadunam com a liberdade de pensamento.

Ontem ainda vi uma matéria sobre questões que o tradicional Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, propôs a seus alunos de matemática. A coisa vai mais ou menos assim – “um dado governo, antidemocrático, fascista, de direita…” e daí passa a usar uma determinada situação para pedir ao aluno que faça determinada conta e chegue a uma conclusão que corrobore (na visão de quem propôs a questão) um resultado.

Em outro lugar, a descrição de capitalismo é a de “uma sistema econômico que traz miséria, desemprego e guerras”, sem dar qualquer informação nem dos porquês, nem a possibilidade de argumentação em contrário. Não mais se explicam as teorias econômicas e se dá a possibilidade de pensar.

O mesmo se passa na tal ideologia de gêneros, e temas ainda mais espinhosos, como aborto, adoção de crianças por casais homossexuais, entre outros.

Não se pode falar nada de Bíblia, nem como pano de fundo histórico, de época, mas pode-se tecer loas a Bagavadh Gita, Alcorão, Vedas, e quaisquer outros escritos sagrados de qualquer outra religião.

Para onde Vamos?

Onde irá desaguar toda esta onda de sufocamento da liberdade acadêmica, da liberdade científica, do ceticismo saudável? Onde pretende a sociedade atual chegar com o impedimento à busca da verdade, mesmo que incômoda?

Quem se atreverá, em 10, 20 anos, a propor a nova teoria da relatividade, a nova teoria das cordas, a nova teoria da evolução? Quem terá a pachorra de propor algo que quebre com um conhecimento arraigado e dado como “científico”, no futuro?

Quem fará ciência? Tecnologia sabemos que estamos (ainda) permitidos de avançar. Mesmo assim, por enquanto.

Quem se propõe a desafiar o “consenso científico” apresentando, ou aventado que seja, a possibilidade de que o aquecimento global seja fruto de algo que não a intervenção humana? Alguém se atreve a ir para a frente de um conclave acadêmico qualquer para dizer que “é possível que pessoas de pele da cor tal sejam diferentes porque produzem mais/menos a substância tal, e que afeta o fígado/rins/pulmão da forma tal?”.

Enfim, que colocará o seu currículo na reta, e terá a coragem de enfrentar o status quo científico. Afinal, como escreveu em um e-mail o Dr. Peter Daszak, parafraseando Winstons Churcill sobre as leis, “as salsichas e os consensos científicos, melhor não saber como são feitos“.

Envelhecer

man standing beside wall
www.unsplash.com

São muitas as frases e as análises sobre o processo de envelhecimento. Pablo Picasso dizia que

Leva muito tempo para nos tornarmos jovens.

Pablo Picasso

E não é que é? A capacidade de rir de mim mesmo inexistia, entre meus 12 e 40 anos. Foi o processo de ver a comédia de minha burrice que me fez rir do que faço. Isso não foi ensinado a mim. Foi fruto dos anos de janela, vendo a banda passar.

Na mesma toada, George Bernard Shaw dizia

A juventude é uma coisa maravilhosa. Pena ter que desperdiçá-la com os jovens!

G. Bernard Shaw

Aqui e acolá vemos gente velha e talvez ressentida deixando claro que a juventude que viu e vivenciou foi desperdiçada, ou não apreciada devidamente, exceto quando a tal banda já passou.

Talvez por conta dessa falta de humor, de se levar demasiado a sério, ou por pura inexperiência, a frase seguinte cabe bem para os dias atuais, e para todos os dias, desde que o grande cisma social foi (artificialmente) criado:

Quem não foi comunista aos 18 anos, não teve juventude; quem é, depois dos 30, não tem juízo

Atribuído a Carlos Lacerda

Hoje, lendo matérias de jornalistas mais experientes, pude ver o amargor deles com os profissionais do jornalismo de hoje, os mais jovens, em seu afã de SER parte da notícia, em vez de CONTAR a história, como ela ocorreu. Um deles conta como o fato de estar de câmera em punho, diante de manifestantes, fez reacender um conflito já pacificado pela polícia.

Outro conta como o apreço a causas “libertárias”, de esquerda, majoritariamente (mas nem só) faz com que a objetividade pule pela janela das redações do país e do exterior.

O pior é a dificuldade de argumentar com jovens devidamente doutrinados. Eles não escutam, não argumentam mais racionalmente, não fatiam os problemas para estudá-los, não usam (não todos, obviamente) de racionalidade em suas análises, normalmente mais rasas do que deveriam, para que se chegue a conclusões minimamente corretas.

Assisti outro dia um comediante num desses “Late Shows” dos EUA falando que passando na rua, ouviu um “buuum” e de repente começou a chover chocolate. Como estava do lado da fábrica da Hershey, ligou os pontos e pensou “explodiu algo na fábrica e o chocolate foi pelos ares, e agora cai sobre nós aqui na rua”. Ao falar isso, viu-se cercado de pessoas dizendo que não, que obviamente a fábrica não explodiria, e que havia outra explicação. Talvez o governo tivesse jogado gotas de chocolate de helicópteros, pra adoçar a vida da triste população…

Ele emenda, dizendo que na cidade que possui o Centro Wuhan de Estudos do Coronavirus ocorreram os primeiros casos de… Coronavirus. Mas não… logicamente a razão NÃO é o tal Centro de Coronavirus. A razão deve ser outra… Um virus desse não vazaria de um laboratório tão seguro! Nunca! Nós devemos procurar explicação em outro lado.

Pois é. A juventude embarca toda numa explicação dessas, quando a relação de causa-efeito parece tão óbvia. Alguém com a veia do pescoço saltada me dizia aos berros que eu estava sendo “terraplanista” por acreditar numa evidente bobagem dessas, criada pelo Trump somente pra culpar o regime Chinês, que nada tinha a ver com isso.

Barbaridade, pensei… e me calei.

Se a juventude já é em si insegura, se se leva a sério demais, se convive com a sombra dos pais e avós, e precisa lutar ainda para assegurar seu lugar ao sol, imaginemos essa mesma juventude sendo propositalmente manobrada e ensinada a NÃO pensar? Sabe aquela qualidade mental que só apreciamos depois de sermos surradas por ela, a habilidade matemática, que mais do que fazer contas, parece que nos dá uma habilidade secundária de medir efeitos… sabe ela? Coloquemos a matemática de lado, pois dá um trabalhão, e passemos a falar como nos nos “sentimos” sobre os números.

Sabe a gramática, aquela que meu pai, professor de Português, lutou a vida toda para enfiar em cabeças jovens? Aquela que é cheia de regras, que odiamos a vida toda? Ela também parece ter um efeito colateral de “freio de arrumação” na nossa lógica e entendimento do que está escrito… algo que só damos valor quando passamos pelo processo disciplinador do aprendizado duro e tenso, das provas e “sabatinas”.

Os jovens, por culpa de muitos adultos, desperdiçavam sua juventude preocupados demais com o amanhã, em ganhar dinheiro, casar, ter filhos… perdiam (ou nem chegavam a ter) bom humor. Hoje, ao contrário, essa carga foi tirada dos ombros dos jovens. Pode-se ser o que quiser. Pode-se trabalhar, ou não… estudar, ou não… pensar, ou não… e não há qualquer consequência sobre isso.

Envelheci um tanto, muito (se Deus quiser) falta ainda por envelhecer. Estou tentando me preparar mentalmente para as restrições impostas pela saúde, mobilidade e perda de agilidade mental da maneira como acho válida, e que vai me dar um pouco de alegria mesmo velho. Pensar, estudar, dar risada, fazer bagunça com os filhos (e às custas deles, muitas vezes!!! Haha!) e quem sabe, em alguns anos, com os netos.

Só não quero ser acusado do que já o fui quando jovem – carranca excessiva, se levar à sério demais, viver pra si mesmo, querer sucesso quase a qualquer custo, ser levado “em roda” por qualquer vento de ideologia, enfim, as tragédias normais que cercam todo adolescente e jovem.

Que venha a velhice, pero en forma de chiste!

O Idiota em mim, e em você

people gathering on street during daytime
www.unsplash.com

Se sentir um completo idiota é uma coisa que deve, na minha opinião, ocorrer com cada um de nós pelo menos uma vez por dia, senão mais. Não que eu queira, ou que algum de nós queira ser um idiota, ter cometido uma idiotice ou faça algo com consequências graves, ou não, de sua inépcia, insensatez ou idiotice mesmo. Tenho o dever de me sentir idiota, para que não seja sem saber.

Mas o fato é que reconhecer que fez algo idiota já é algo bom. Pelo menos a gente está ligada no que faz, acha que poderia ter feito melhor, ou reconhece quando algo não está à altura do que é preciso ser feito. É uma sensação horrível, de incompetência, mas ao mesmo tempo libertadora, pensando bem, por pelo menos eu saber que entendo o que fiz errado.

Adoro atribuir ao Apóstolo Paulo uma frase que ele nunca disse (pelo menos que eu saiba) mas que tem toda a cara dele:

Bem aventurado aquele que sabe aquilo que ignora

Apócrifo

Como é bom olhar algo e ter certeza absoluta de não saber nada, zero, a respeito. Eu estou em busca de expandir o limite da minha ignorância (ou melhor dito, daquilo que conheço), a fim de ignorar cada vez menos. Mas é muito difícil.

Nelson Rodrigues dizia com muita propriedade que

Os idiotas vão tomar conta do mundonão pela capacidademas pela quantidadeEles são muitos.

Nelson Rodrigues

Somos mesmo muitos…

Mas a razão de eu falar de tanta “idiotice” é menos filosófica e mais prática. Existem várias “bolhas”, como se diz por aí. Fala-se muito em “fazer algo repercutir fora da bolha”, e coisas parecidas. Eu costumava não me achar encerrado em em nenhuma delas. Mas francamente, já não sei não. E falo da bolha política, mas também da bolha dos costumes, do politicamente correto/incorreto e todas as outras, que os tempos de Mídias Sociais parece que reforçaram. Eu começo a achar que eu talvez esteja olhando o mundo com óculos errados. Afinal, amigos meus, grandes amigos, deram de ralhar comigo, à vera, por conta de certas posições minhas. Não são necessariamente posições políticas, mas são posições que tem um profundo impacto no que eu penso ser o meu modo de viver ideal.

Já escrevi várias vezes que me identifico como um conservador, cristão e que tento ser racional. Por isso, assuntos como a liberdade de cátedra, a inviolabilidade do direito de opinião, e o caráter absolutamente iconoclasta da ciência tendem a ter muito eco no que eu penso e faço. Assuntos que eu julgava que não mereceriam mais do que um olhar superficial, como por exemplo, a realização ou não de um campeonato de futebol de 30 dias, com sei lá, 16 seleções, sem público, todo mundo testado pra Covid, estão gerando tanto problema que eu chego a me encolher diante de opiniões de amigos que eu julgo inteligentes e sábios.

Outra feita, é uma tal CPI da Covid, que eu não entendo como é que alguém em sã consciência pode dar a mínima credibilidade, ganha tanto espaço e é considerada tão fundamental pra sociedade, neste momento de pânico e suspense: como uma comissão que é presidida e relatada por dois sujeitos desqualificados, moral e legalmente, pode ser levada adiante sob holofotes do Brasil e do mundo, sem qualquer questionamento.

Devo estar priorizando somente um lado da opinião, e isso não gosto de fazer. Deve haver, então, algo errado, e é COMIGO. Afinal, gente que considero muito melhor do que eu enxerga razoabilidade nisso tudo. Desde discutir por conta da tal Copa como assistir uma CPI como se fosse um seriado da NetFlix.

Desde o início desse processo de pandemia eu tenho pensado em muitas coisas que em outros tempos não teriam qualquer repercussão, como o uso ou não desse ou daquele comprimido disso ou daquilo, do tempo que o comércio deve ficar aberto ou fechado, do tanto de transporte coletivo que temos que ter, do atraso de dias, ou meses (dependendo da fonte) para obtenção de vacinas… Tudo o que tenho visto parece formar parte de uma curva de aprendizado sobre algo que nenhum de nós têm a menor experiência, e cujos erros certamente foram cometidos. São patentes, mas não são mais do que isso mesmo – erros, inadequações, idiotices. É o Galípoli, do mesmo Churchill que nos salvou da ameaça nazi-fascista, anos depois. É a tragédia de uma situação que ninguém poderia dizer-se preparado para enfrentar.

Meus amigos, que realmente (não é ironia) são melhores e mais sábios do que eu fazem coro com boa parte da população que bate sem parar no governo (vou fazer aqui a ressalva de sempre – votei e votaria de novo em Bolsonaro em 2018, mas não voto nele se houver alternativa conservadora minimamente capaz de vencer uma eleição).

Um dos meus esportes preferidos é dividir problemas em partes e tentar raciocinar sobre cada uma das partes. Coisa de gente limitada – como eu tenho dificuldade com variáveis múltiplas, busco isolar cada uma e resolvê-las separadamente, e tentar assim chegar a uma conclusão sobre o todo. É isso que tenho tentado fazer ao longo da vida, com algum nível de sucesso.

Mas estou apavorado comigo mesmo. Não sei se estou numa bolha tão, mas tão fechada, que não consigo enxergar algumas coisas que outros veem por óbvio. Eu realmente não consigo “fechar questão” sobre alguns assuntos que uns têm por certo. Eu não consigo achar defeito grave numa economia que conseguiu cair, com Covid e tudo, menos do que entre 2013 e 2014, sem nada, exceto o fato de termos tido um péssimo governo.

Além de tudo isso, tenho uma visão de que no final das contas, o mercado consegue, com seus milhares de interações diárias, de milhares de cabeças pensantes, indicar o que realmente está acontecendo, quando as câmeras e microfones são desligados e os políticos voltam pros seus sepulcros caiados.

Enfim, terminando, outra citação de Nelson Rodrigues, que pretendo manter na mente, justamente por tudo o que já escrevi acima:

Nada mais cretino e mais cretinizante do que a paixão política. É a única paixão sem grandeza, a única que é capaz de imbecilizar o homem.

Nelson Rodrigues