Odisséia

Eu, quando vejo um filme histórico (adoro!) me preocupo não só com a fidelidade ao original (se não ficção pura e simples) mas à estética, estilo, gostos e jeitos da época retratada. Não teria muito sentido um “E o Vento Levou” com negros retratados como escravagistas. Também seria meio risível um Ran, de Akira Kurosawa, com samurais negros ou lourinhos de olhos azuis…

Tampouco faz sentido um filme do tempo da segregação racial que não mostrasse um branco chamando um preto de “N!gga”… Ora bolas… é o Esprit du Temp que precisa ser retratado.

Há algum tempo vi um filme sobre Catarina a Grande, da Rússia, com condes pretos, duques com feições orientais, uma salda de fruta. Custei a entender. Ora, Rússia Czarista era lugar de branco de olhos azuis. Não se trata de racismo nem nada do estilo. Retrata-se o que foi, e ponto. Isso se chama fidelidade histórica.

Christopher Nollan sucumbiu a Holywood…

E ponto final… Dizer que ele “joga o jogo” de Holywood é bobagem, e dar a ele o benefício da dúvida eu até vou dar, porque dizem que o filme é (a despeito de tudo isso) ótimo. Beleza. Mas vou me chatear… sei que vou… olhar uma Helena de Tróia preta, por mais linda que a atriz possa ser (e dizem que é) só vai servir pra me deixar meio desorientado em relação ao padrão, tempo e nuances do filme.

E que Christopher Nollan seja bem sucedido…

A despeito disso, não estou aqui para ser um “ideólogo ao contrário” e meter o pau em tudo, como fazem os esquerdistas com Jim Caviziel, por exemplo, por conta de seu cristianismo explícito. Não é porque tratam as iniciativas conservadoras à tapas e pontapés que vou me deixar levar pela mesma conduta ridícula. Não se paga o mal com o mal, já diria meu melhor amigo…

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